A pulsação dentro da veia, a velha vida, a velha teia
Me diga algo que eu não sei, me fale de coisas que posso não saber
Enquanto brincamos de palavras, todos os pensamentos escorrendo pelos ouvidos
E essa maluquice me faz delirar, eu quero desligar a TV
E quanto mais tento, menos eu consigo
E quanto mais avanço, mais eu retrocedo
E quanto mais eu amo, menos eu fui amado
E quanto mais eu tive esperança, mais elas foram destroçadas
Pisam em crânios, na fome, na miséria, na discórdia, na hipocrisia
Um sentimento primitivo, quase primordial, sendo injetado numa agulha ideológica
Uma vítima, tão frágil, consumida por um ego tão monstruoso
Tive que enfrentar, tive que quebrar, tive que morrer e também ressuscitar
Existem lugares que não podem ser visitados
Que se escondem do sol, que estão dentro da sua mente
Não entende? Queimando perto do sol, queimando perto da verdade
Eu apenas queria me sentir querido em algum lugar
Com a espada atravessada no peito, com o sangue escorrendo da boca
Uma vítima, tão frágil, consumida por um ego tão monstruoso
Sua culpa não diminui, ela apenas aumenta e aumenta
Você nunca vai deixar ela ir, porque agora ela faz parte de quem você é
Deixado na floresta, se escondendo nas árvores, ouviram a cobra, agora tem medo de Deus
Nossa expiação, esperar o fim de tudo, será que ele rezou errado?
Um sentimento primitivo, uma vítima tão frágil, como tudo isso virou um ego monstruoso?...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de outubro de 2026 22:07
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., LF Text
- Em coleções: Culpa, Hostil, Melhores poemas.

Offline)
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