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Faz parte de vocĂȘ

A pulsação dentro da veia, a velha vida, a velha teia
Me diga algo que eu não sei, me fale de coisas que posso não saber
Enquanto brincamos de palavras, todos os pensamentos escorrendo pelos ouvidos 
E essa maluquice me faz delirar, eu quero desligar a TV

E quanto mais tento, menos eu consigo
E quanto mais avanço, mais eu retrocedo 
E quanto mais eu amo, menos eu fui amado
E quanto mais eu tive esperança, mais elas foram destroçadas 

Pisam em crânios, na fome, na miséria, na discórdia, na hipocrisia 
Um sentimento primitivo, quase primordial, sendo injetado numa agulha ideológica 
Uma vítima, tão frágil, consumida por um ego tão monstruoso 
Tive que enfrentar, tive que quebrar, tive que morrer e também ressuscitar 

Existem lugares que não podem ser visitados 
Que se escondem do sol, que estão dentro da sua mente
Não entende? Queimando perto do sol, queimando perto da verdade 
Eu apenas queria me sentir querido em algum lugar 

Com a espada atravessada no peito, com o sangue escorrendo da boca 
Uma vítima, tão frágil, consumida por um ego tão monstruoso 
Sua culpa não diminui, ela apenas aumenta e aumenta 
Você nunca vai deixar ela ir, porque agora ela faz parte de quem você é

Deixado na floresta, se escondendo nas árvores, ouviram a cobra, agora tem medo de Deus
Nossa expiação, esperar o fim de tudo, será que ele rezou errado? 
Um sentimento primitivo, uma vítima tão frágil, como tudo isso virou um ego monstruoso?...