De alguma forma se eu puder da ardência
Que o bicho rói faminto e em dois reparte
Tirar matéria prima, engenho e arte
E desse afã um grito por clemência...
Se mesmo algoz o tempo e a frequência
E a vez severa corta a carne que arde
Que posso então, se não, da contraparte
Amar, e do terror ser indolência?
E o peito esconde escombros ancestrais
E o tempo se alimenta de ano em ano
E o bicho engorda e cresce a eternidade
O mais do mesmo endossa o querer mais
O corte acorda o fogo e acende o dano
O estrago é de um soneto de saudade...
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Autor:
Fábio Marinho (
Offline) - Publicado: 5 de outubro de 2026 13:34
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
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