São duas da madrugada e ainda não preguei os olhos. Sinto a noite me velar como se quisesse me engolir da forma como engole o dia.
Isso me deixa alerta.
Resolvo vagar pelas ruas desertas. A sensação de deparar com o desconhecido me dá calafrios e isso é quase um orgasmo para mim.
Percebo a vinte e cinco passos – sim, conto distâncias por passos – um casal que se pega.
Ao me perceberem se viram e saem caminhando calmamente. Ignoro-os.
Caminho contra um vento que sopra um frescor de menta que vem de bocas que se renovam entre um beijo e outro.
Esta sensação de solidão noturna me entorpece e desejo que nunca se acabe.
Mas logo vem o dia regurgitado pela noite.
Hora de me esconder e aguardar que ela volte.
Enfim . . .
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Autor:
Ivan Lomasso (
Offline) - Publicado: 3 de outubro de 2026 20:06
- Categoria: Não classificado
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Offline)
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