Randomatizes XIX - Dipirona

Pedro Viegas

Randomatizes XIV – Dipirona

 

Dipirona, minha musa.
Sorris-me amarelo.
Temporã é a manhã.
No raiar das quinze horas.
Tão solene, majestática.
Camarões mortos com arroz.

Dipirona, minha deusa.
Vós já perdestes o fôlego.
Mas não vos perdi ainda.
Meu alento vertebral.
Ainda resta mel no pote.
Ainda há deuses por nascer.

Dipirona, mantenhais-me à tona.
Vós, que unistes o vinagre e o repolho.
No cair das dezessete eu sinto.
O sol ainda crê em mim.
Iluminando este barro.
Aquecendo esta algia.

 

26/09/2026

  • Autor: Pedro Viegas (Offline Offline)
  • Publicado: 3 de outubro de 2026 11:02
  • Categoria: Surrealista
  • Visualizações: 1


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.