Dipirona, minha musa.
Sorris-me amarelo.
Temporã é a manhã.
No raiar das quinze horas.
Tão solene, majestática.
Camarões mortos com arroz.
Dipirona, minha deusa.
Vós já perdestes o fôlego.
Mas não vos perdi ainda.
Meu alento vertebral.
Ainda resta mel no pote.
Ainda há deuses por nascer.
Dipirona, mantenhais-me à tona.
Vós, que unistes o vinagre e o repolho.
No cair das dezessete eu sinto.
O sol ainda crê em mim.
Iluminando este barro.
Aquecendo esta algia.
26/09/2026