Quando a noite apaga a última chama,
E o vento esquece o nome da canção,
A sombra veste a terra e a proclama
Rainha antiga da desolação.
As horas caem, frias, uma a uma,
Qual cinza leve sobre o coração;
Nem mesmo a lua rompe a densa bruma,
Nem o eco encontra direção.
Depois da porta, quem conhece o véu?
Quem pode, em voz humana, responder
Se há outro chão, ou apenas outro céu,
Ou se o silêncio aprende a florescer?
Fica o mistério, eterno e profundo,
Guardando em si o segredo deste mundo.
-
Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 2 de outubro de 2026 06:24
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.