Quando a noite apaga a última chama,
E o vento esquece o nome da canção,
A sombra veste a terra e a proclama
Rainha antiga da desolação.
As horas caem, frias, uma a uma,
Qual cinza leve sobre o coração;
Nem mesmo a lua rompe a densa bruma,
Nem o eco encontra direção.
Depois da porta, quem conhece o véu?
Quem pode, em voz humana, responder
Se há outro chão, ou apenas outro céu,
Ou se o silêncio aprende a florescer?
Fica o mistério, eterno e profundo,
Guardando em si o segredo deste mundo.