A iniquidade recuou no seu queixume.
É o fim do mundo:
Sertão de terra batida.
Gente que mora para lá, gente que mora para cá,
Difusa companhia nesta terra esquecida.
Pedaços de gado, minotauro,
Homens de peso pesado.
Fim do processo,
Mas querem o gado de volta na lida,
Sem diferenças, nem emendas,
sob a ordem daqueles que degustam o caviar.
Ó Deus, faça a minha passagem,
Talvez para o descanso eterno...
Ou, senão, traga minha cara metade
Para a lida construtiva
e de importante mentalidade.
Que venha a outra metade que divide o fardo,
Pois a mente que pensa não aceita o cabresto.
Entre o luxo de poucos e o chão que pisamos,
Não seremos o gado que sobra do resto.
Se a terra é esquecida, o horizonte é imenso:
Mudaremos a lida pelo que resistimos.
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Autor:
CORASSIS (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de setembro de 2026 23:30
- Comentário do autor sobre o poema: Imagem de jorge luiz ribas por Pixabay
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: CORASSIS, Michel F.M., Ayalah Verônica Berg

Offline)
Comentários1
Muito bom, Corassis
Cravou uma boa reflexão...
Abraços,
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