A caneta,
musa dos trovadores,
ádito do meu amor,
companheira da amargura,
mãe da desventura.
Escreve a ansiedade,
em linhas onde manifesto pensamentos
e derramo sentimentos.
Essa tinta que desliza no papel,
grava palavras
como a história da minha vida,
que hoje ordeno
e guardo dentro de mim.
A minha mão comanda a caneta,
mas é a mente quem a governa.
Entre o som da trombeta e do sino,
há um toque pontiagudo na alma que sente:
só a caneta preenche o meu vazio.
Minha amada caneta,
tão variada —
das mais simples
às mais sofisticadas e elegantes.
Como Deus criou o mundo
e o pintou com as cores mais lindas,
também estas palavras
jamais se apagarão.
Assim transformo a tinta
num belo seguimento regular,
onde a dor encontra forma
e o silêncio aprende a falar.
06/10/2015
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Autor:
MAISA NALAPE (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de setembro de 2026 13:01
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
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- Em coleções: Maisa Nalape.

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