A LIBERDADE DA MORTE

Fábio Alves Leão

Morrer, talvez, seja o romper da prisão,
Silêncio enfim depois de tanta lida;
Deixar ao tempo a última ilusão,
E devolver ao pó a própria vida.

 

A morte veste um manto de sossego,
Que a alma exausta sonha em alcançar;
Sem mais temer o frio ou o apego,
Sem mais o peso eterno de esperar.

 

Se a vida foi um mar de desalento,
Quem não deseja um porto sem sofrer?
Um fim sereno ao último lamento.

 

Mas enquanto houver fôlego a correr,
Há sempre um fio, oculto pelo vento,
Que pode, ainda, ensinar por que viver.

  • Autor: Brendon Leão (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 29 de setembro de 2026 07:09
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 23
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Morlock
Comentários +

Comentários1

  • Shmuel

    Que bonito!

    Abraços,



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