Morrer, talvez, seja o romper da prisão,
Silêncio enfim depois de tanta lida;
Deixar ao tempo a última ilusão,
E devolver ao pó a própria vida.
A morte veste um manto de sossego,
Que a alma exausta sonha em alcançar;
Sem mais temer o frio ou o apego,
Sem mais o peso eterno de esperar.
Se a vida foi um mar de desalento,
Quem não deseja um porto sem sofrer?
Um fim sereno ao último lamento.
Mas enquanto houver fôlego a correr,
Há sempre um fio, oculto pelo vento,
Que pode, ainda, ensinar por que viver.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de setembro de 2026 07:09
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 23
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Morlock

Offline)
Comentários1
Que bonito!
Abraços,
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