Epifanias de um Mito: IX

Manoel Reid

Musas translucidam
Parcas que operam
As árias de um trovão

 

Tidais cessaram
Como incensos apagados
Em novenas

 

E o sêmen de luz
Iridesce, absorto
Das mais densas umbras

 

Eu, teu zelote
Teu amante
Dou-lhe a braca

 

Que destrava as efígies
E expurga a imundície
Por todos os diques

 

Põe teu lábaro, consorte
Do mistério, e desordem
Encarnados



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