me equilibro com cautela
em teu sorriso,
uma ampla extensão
a se percorrer.
de uma margem à outra dos teus lábios,
vão se assentando
contrariedades,
com um elevado índice de
massa corpórea. mas nosso treino
vigoroso potencializa as alegrias,
numa rotina diária severa, que embala
séries e repetições,
ultrapassamos as debilidades
momentâneas, um intervalo
de cada vez.
em alguns casos particulares
são os gestos minúsculos,
do cotidiano despercebido,
que sustentam um amor
inteiro.
[Michel F.M.]
Papo de Cucuia
Ah, se Iá ia Lá...Uiui.
Iá Lá ia? Oh, Lá pras cucuias…?!
Se Ia ia aí, e a gente não sabia... Iá Lá ia?
Ué, fiquei surpreso cá!
Tu não, não disse nada, tá?
Então, já é. Aiai.
Sei lá, né... hahaha
Ui, Sô! Fecha esse trem.
Éh, Oi? Pô, mano…Sorria!
Xii... mió num vê, hehehe
Vixi, foi pro beleléu!
Uai, Tchê. Ôxe, Lá ele…
AI, Estrupiada..?
Escalafobético??
Ih, Maluco, Coé? Fui!
- Jorge E. Leal
Dizer o que só nós entendemos
Amar da nossa maneira
fazer cada detalhe
dos nossos encontros
a mais pura brincadeira
Não importa se
estamos nos exercitando
a pureza dos nossos encontros
marcamos as mais belas recordações
Nos encontramos não foi por acaso
Degusto romances
como quem come ostras.
Romances inteiros
todos cabem em mim.
Gosto de brincar de romances,
gosto de luas que flutuam,
romances quânticos cheios de paradoxos.
Gosto de romances átimos,
imperceptíveis de se ver a coração nu.
Amo os romances de ninar
e suas variantes.
By: Shmuel
Romance superficial é incerto
É preciso caminhar no vento,
Outro coração pulsar perto
Vivendo bem ou mal seus momentos.
Não se pode descartar
O que faria a magnética paixão,
Mundo moderno que tudo faz passar
Leve-me a réplica, mas sempre na razão.
Que possamos apenas juntos estar
Desfrutar um horizonte de eventos,
Seja eterno o que for realizar
Por um nano segundo, mas feliz todo tempo.
há ternuras que chegam sem alarde,
com a compostura de uma antiga promessa,
e permanecem, apesar dos anos,
fiéis ao lugar que lhes foi concedido.
um gesto discreto,
a hesitação antes do adeus,
a delicadeza quase cerimoniosa
de guardar o que jamais nos pertenceu por inteiro.
é próprio dos afetos sinceros
não reclamarem grandeza:
basta-lhes a discrição das pequenas coisas,
um nome lembrado em silêncio,
uma saudade que se conserva
sem jamais se permitir confissão.
e assim prosseguimos,
com a dignidade dos que perderam
sem jamais ter deixado de amar,
carregando, sob a compostura dos dias,
a triste e bela inconveniência
de ainda pertencermos
àquilo que o tempo não soube extinguir.
-Tória
Ai, pequenino sentimento,
coça toda vez que te vejo.
Escrevem-me mensagens de aniversário
mil, mas apenas a tua leio.
Dou significado até às vírgulas,
e no teu, não dou nada,
tenho medo que me entregues,
mas te dou um abraço
e tenho que ser o último da fila
para que demores mais.
Sinto que nos correspondemos,
mas é impossível.
Apequenamo-nos, então,
em um pote de porcelana.
Houve um dia em que me beijaste a face
e eu a tua mão. Sentimos os lábios
um do outro, e quase a louça se quebrou.
Desde então a trancamos em um cofre
e a abrimos apenas em cartões postais
cifrados, pulsantes, amarelados.
Por Damião Rodrigues
Isto é um nanoscrito.
Que eu recito.
É nano.
Mas nem todo nano romance,
é curto ou sobre romances,
e nem todo romance
é feito em roma.
Este nano romance,
é curto mas complexo.
É sobre uma fêmea.
E um macho.
A fêmea estava longe e apaixonada.
O macho estava longe.
Mesmo sabendo que ele estava longe,
ela o procurou entre vários, para sentir que estava perto de o encontrar.
Quando ele estava perto, ela sentia que ele continuava longe,
e ela longe de descobrir o motivo, de ele estar tão perto, e tão longe de o mesmo que ela sentir.
[de Luminoso, o Vitorioso]
ME EMPRESTA SEU SEXO?
PODE PARECER SEM NEXO
MAS EU QUERO UM LANCE
ENTRE NÒS, UM NANO ROMANCE
SEM COMPROMISSO
PRA DEPOIS, SER OMISSO
UMA VEZ JÁ BASTA
NÒS TRANSAMOS E VOCÊ SE AFASTA
Não importa o espaço-tempo
Se existe sentimento
O mínimo que se possa sentir
Para alguém que sente ao extremo
É tão forte que a faz iludir.
Sentir através das ilusões
Alimentadas por fagulhas sentimentais
Lhe faz experiênciar
Um amor meramente fugaz
Que não deixa de ser verdadeiro
Por se permitir sentir por inteiro.
Lembrei de mim queimando no teu peito,
Lembrei de mim entregue ao teu calor,
Lembrei de mim rendido e sem jeito,
Lembrei de mim afogado em teu amor.
Lembrei de mim buscando o teu olhar,
Lembrei de mim querendo a tua boca,
Lembrei de mim sem ar pra te beijar,
Lembrei de mim nessa saudade louca.
Lembrei de mim preso ao teu abraço,
Lembrei de mim perdi o meu juízo,
Lembrei de mim seguindo o teu passo,
Lembrei de mim perto do teu sorriso.
Lembrei de mim transbordando desejo,
Lembrei de mim no toque da tua mão,
Lembrei de mim eterno no teu beijo,
Lembrei de mim vivendo essa paixão.
Wagner Elias de Magalhães
O maior dos tesouros,
De raro valor, poderosa essência,
Tal é o amor.Que transpõe as mais altas muralhas,
Que sobrepõe os mais sutis ardis;
Onde ele brota, o amargo se torna feliz.Resistente na dor,
Resplandece no silêncio;
Quem percebe a sua presença
É impossível não ficar suspenso.Amor: um só amor,
Um só olhar,
Um só coração,
Um só sorriso,
Em um único lugar.Joia rara,
rara de se encontrar.
Nalva Melo(ES.M)
O olhar é o primeiro encontro
Sim, é ali que começa a áurea
Onde se prioriza os olhares a brotar
Os primeiros acordes da paixão
Muitas vezes impulsiona-se veloz
Outras seguem lentamente
Sem alardes inicia-se o toque das mãos
E segue pelos vasos sanguíneos
E faz bombear até o coração
Os primeiros acordes da paixão
É como uma áurea boreal
Sutilmente eleva um lindo desejo
O desejo de amar intensamente
E o beijo? Esse é o toque fatal
Que todo coração deseja
Nos pensamentos só alegria
Um verdadeiro amor
Com o sabor de sentir a aurora boreal.
Por Ernane Bernardo
se o amor é treino e severa rotina,
há que se ter a ciência da pausa.
o músculo que rasga, a mente que declina,
exigem o silêncio que o repouso causa.
Deixemos lá fora os pesos do dia,
o índice denso de cada cobrança.
na maca do tempo, a nossa energia
não quer repetições, quer apenas lembrança.
É no hiato das horas, na cama macia,
que a fibra cansada se reconstrói.
um sono profundo, sem cronografia,
cura a fadiga que no peito dói.
pois nenhum atleta sustenta a jornada, sem o momento de fechar a cortina.
amar também é não fazer quase nada,
e deixar que o afeto,sozinho, defina.
se nos gestos a base se firma,
é no descompromisso de estarmos deitados, que o nosso cansaço, enfim, se desonera,e o amor, no repouso, se faz renovado.
Ela escreve tudo em MAIÚSCULA,
CAIXA ALTA pra cá, CAIXA ALTA pra lá.
ele vem minúsculo, emparelhando
vogais e consoantes a cada sílaba.
É um mistério como e porque
Ela grita tão ALTO quando está feliz,
Irritada, não emite vibração alguma.
Enquanto ele sussurra embutido
Em tua gesticulação e só altera
O tom quando está estressado.
O pinguim imponente registrava
Quadro a quadro, as cenas vívidas
Que se desenrolavam
Na cozinha apertada.
Na pilha de louça, revezada por ambos,
Duas canecas gastas, com imagens
Descascadas de um passeio distante,
Onde a única discussão, era sobre
Quais balas são mais saborosas.
[Michel F.M.]
- Autores: Michel F.M. (Pseudónimo, Jorge E. Leal, Julian Lael, Dodge Leal, Rosangela Rodrigues de Oliveira, Shmuel, Carlos Carrero, Tória, Damião Rodrigues, Luminoso, o Vitorioso, credence, Samara A. Ferreira, wagnerer, Nalva Melo, Ernane Bernardo , Mara
- Visível: Todos os versos
- Finalizado: 2 de outubro de 2026 18:07
- Limite: 15 estrofes
- Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
- Categoria: Amor
- Visualizações: 40
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Samara A. Ferreira
- Em coleções: Zumbido Coletivo.

Comentários1
Bravíssimo tudo o que li aqui...
Bravíssimo!
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