Epifanias de um Mito: VIII

Manoel Reid

E então, me veio graça
Despencando dos cumes
Acidentando a paisagem

 

Magistrando a verdade
Como foice que limpa
Devaneios pueris

 

Expondo as carcaças
De todos os fantoches
Para que todos vissem

 

O que contemplares
Dir-lhe-ei, é insano
E perfeito

 

Por quem vós clamareis
Com línguas dobradas
E joelhos retorcidos

 

Eis o altar, diligência
Entre nuvens e rochedos
Da mais bela catarse

Comentários +

Comentários1

  • Shmuel

    Que lindo!
    O poema dialoga fortemente com temas da tragédia grega, do misticismo e da ruptura de ilusões.

    Abraços



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