Nos salões dos reis e rainhas,
Incrustados de pedras preciosas,
O ouro brilha reluzente,
Banhado por sangue inocente,
Que ninguém ousou contestar.
Entre as valsas, falsas risadas,
Entre os brindes, terror disfarçado.
Aos ogros só resta o pântano,
Afundados no esgoto real.
Os anões extraindo esmeraldas,
Diamantes de valor sem igual.
A coroa carrega o glamour
Dos milhões que morreram sem pão,
Pra manter fantasioso padrão,
Da indecente e podre ilusão.
Cada respiro de um rei,
Celebra a morte de alguém,
Que continuará a morrer em vão.
10/09/22
[Michel F.M. - Revolesia]
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Autor:
Michel F.M. (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 28 de setembro de 2026 05:34
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 14
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Wesley Cordeiro
- Em coleções: Revolesia (Volume Único).

Online)
Comentários1
Reis e Rainhas, interessante, sempre me pergunto, quem os inventou?
Tristemente isso vai bem mais além hoje em dia.
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