Epifanias de um Mito: VII

Manoel Reid

Um verbo seco
Era tudo e muito mais
Era o nada

 

De um melisma
E o levante secular
Que hoje me fustiga

 

Transeunte, abismal
E novamente
Só meu

 

Queima-me, fecunda-me!
Da semente que não perece
No mal que abunda

 

Os hiatos são muitos
Mas há muitas oliveiras
Neste meu calvário

 

Não há fuga
Só paixão
Em te imitar



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