Porto...
à noite, sobre a boia verde, garça branca,
emitindo lampejos de esperança,
alterna e pousa na encarnada,
não dá tempo para mais nada.
no horizonte garça cinza,
falsa estátua, engatilhada,
a refração bem calculada,
no disparo de um flash,
tem-se a corda distendida,
o abismo perscrutado,
bico-míssil atinge o peixe,
rompe a película da paz.
o mar engole a madrugada.
no cais luzes mortícias,
rede de pesca,
caixa de pescado,
um pelicano em sua bolsa
armazena frustrações.
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Autor:
LASANA LUKATA. (
Offline) - Publicado: 26 de setembro de 2026 14:25
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 11
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
Comentários1
Simplesmente magnífico. Sua voz poética é muito expressiva e cativante.
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