Epifanias de um Mito: VI

Manoel Reid

Derretendo o ato

E toda ideia vaga

De um viciante frisson

 

 

Onde andava, onde estive

Cego? Surdo? Que não sentia

Em mim, o tudo

 

 

Anseio, tarde, moribundo

Meu dias, buscar

No transbordo

 

 

Mesmo empalado

Por obeliscos

Destilados

 

 

Vinde, ó, maré

E me lava, me transforma

Em água-viva

 

 

E reverte este sol

Negro, que agora te afronta

Por meus caprichos



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