Por Lucien Vieira | 20 de fevereiro de 2026
Hoje,
andei
pelas calçadas
do que fomos.
Lá distante,
naquele mesmo lugarzinho
— lembra? —,
a vi
na desimagem
da nossa história.
Vestia, inclusive,
o mesmo vestidinho:
aquele de zíper,
de cor vinho —
do nosso derradeiro carinho.
Ah,
sinto falta
de te acompanhar
na cadência da idade!
De ser, ainda,
personagem teu,
da tua peça-verdade...
Nossos consensos
— tácitos —
de cumplicidade
diziam tudo,
em qualquer parte,
nos muitos amares,
todos de incontestável
sinceridade.
Que nas leituras
que te ofertem
a inspiração do pensamento,
estejam também
os nossos momentos.
E entre as figuras
doces,
amáveis,
imaginadas
da tua história,
que tu me autorizes
a permanência
na memória;
que eu te seja,
assim como tu me és,
um aroma inesquecível
da flor infindável
saudade.
Há, agora,
apenas uma taça
sendo usada.
A outra,
a tua,
permanece vazia
— ocupada.
Porque tu,
assim o quiseste,
foste,
e eternamente
ficaste!
-
Autor:
Lucien Vieira (
Offline) - Publicado: 26 de setembro de 2026 04:58
- Comentário do autor sobre o poema: Poesia lírica memória amorosa de saudade, memorialista e intimista. Uma lembrança amorosa marcada pela saudade, uma história vivida e, por meio da imagem do vestido, recupera momentos de afeto e cumplicidade...
- Categoria: Amor
- Visualizações: 10
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
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