Oh Megera
Vejo ela toda de preto,
acompanhada por um corvo:
seu fiel companheiro.
Com um corpo exuberante,
consegue persuadir qualquer homem.
Todos te adoram,
veneram o teu nome.
Teus olhos são adagas:
ferem e matam,
consomem os mortais.
Tens o dom da palavra
destrói todas as muralhas,
és infernal.
Reconhece as piores falhas,
dona do Bem e do Mal.
De ti temos um corpo mortífero,
essência perene,
uma mente imortal.
Sua maldita
deveria ser extinta.
Por que não vive na ilusão?
Abandona e mata a tua percepção.
Oh Megera, Oh Megera!
Nem o diabo tem o poder
de te enganar.
~BXXX~
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Autor:
BXXX (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de setembro de 2026 09:20
- Comentário do autor sobre o poema: A obra "O Megera" traz a personalidade de um ser enigmático, gótico e dotado de poder, que possui controle sobre si mesmo, rejeita as crenças e as convenções sociais, e busca a sua própria verdade. Na construção do poema, observamos que o simples fato de a megera optar pela lucidez em vez da ilusão provoca repulsa e ódio no eu lírico. Isso acaba por confirmar os padrões e estereótipos sociais presentes no mundo contemporâneo: quem é verdadeiramente autêntico e crítico acaba, muitas das vezes, recebendo retaliação ou tratamento repudiável.
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 25
- Usuários favoritos deste poema: Samara A. Ferreira, Ayalah Verônica Berg, Michel F.M.
- Em coleções: Análise Psicológica.

Offline)
Comentários1
...hehehe. O poema parece ser sobre a Verônica... amei!
Obrigada kkkk fico contente por ter gostado !
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