Oh Megera

Flavia Souza

Oh Megera
 
Vejo ela toda de preto,
acompanhada por um corvo:
seu fiel companheiro.
 
Com um corpo exuberante,
consegue persuadir qualquer homem.
Todos te adoram,
veneram o teu nome.
 
Teus olhos são adagas:
ferem e matam,
consomem os mortais.
 
Tens o dom da palavra 
destrói todas as muralhas,
és infernal.
 
Reconhece as piores falhas,
dona do Bem e do Mal.
De ti temos um corpo mortífero,
essência perene,
uma mente imortal.
 
Sua maldita 
deveria ser extinta.
Por que não vive na ilusão?
Abandona e mata a tua percepção.
 

Oh Megera, Oh Megera!
Nem o diabo tem o poder
de te enganar.

 

~BXXX~

  • Autor: BXXX (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 23 de setembro de 2026 09:20
  • Comentário do autor sobre o poema: A obra "O Megera" traz a personalidade de um ser enigmático, gótico e dotado de poder, que possui controle sobre si mesmo, rejeita as crenças e as convenções sociais, e busca a sua própria verdade. Na construção do poema, observamos que o simples fato de a megera optar pela lucidez em vez da ilusão provoca repulsa e ódio no eu lírico. Isso acaba por confirmar os padrões e estereótipos sociais presentes no mundo contemporâneo: quem é verdadeiramente autêntico e crítico acaba, muitas das vezes, recebendo retaliação ou tratamento repudiável.
  • Categoria: Gótico
  • Visualizações: 25
  • Usuários favoritos deste poema: Samara A. Ferreira, Ayalah Verônica Berg, Michel F.M.
  • Em coleções: Análise Psicológica.
Comentários +

Comentários1

  • Ayalah Verônica Berg

    ...hehehe. O poema parece ser sobre a Verônica... amei!

    • Flavia Souza

      Obrigada kkkk fico contente por ter gostado !



    Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.