Epifanias de um Mito: II

Manoel Reid

Lacerada a minha voz
Genitora inconsequente
De um ser vil

 

Que horas decadentes
Me fizeram viver
Um gozo travestido

 

De gritos, horrores sem fim
De ritos, conduções 
Adstringentes

 

Pois como néscio, vendi
O devir, e o querer
Numa aposta

 

Oh, agonia
Que erege em minh'alma
Um pandemônio

 

Subvertida, consciência
Aprazida, futilidade
Do ser

Comentários +

Comentários1

  • Shmuel

    Uma poesia com linguaje rica!

    Parabéns!

    • Manoel Reid

      Grato pelo comentário!



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