Manoel Reid

Epifanias de um Mito: II

Lacerada a minha voz
Genitora inconsequente
De um ser vil

 

Que horas decadentes
Me fizeram viver
Um gozo travestido

 

De gritos, horrores sem fim
De ritos, conduções 
Adstringentes

 

Pois como néscio, vendi
O devir, e o querer
Numa aposta

 

Oh, agonia
Que erege em minh\'alma
Um pandemônio

 

Subvertida, consciência
Aprazida, futilidade
Do ser