Fique tranquilo, esqueleto.
Conheço a arte de bajular.
Sextas, festas.
Domingos, transplantes de cabeças.
Não entendo o que dizem.
O inverno foi magnífico.
Anjos vieram em bandos.
Um deles, com um carregador de ilusões,
tomou café. Depois, dançou.
A ressonância mostrou mariposas no crânio,
um filhote de grilos no lugar.
Perdi as rimas.
É meu preço.
As apostas são altas.
Há parques espelhados para a diversão.
Resolvam com os deuses.
Guardem sonhos nos bolsos.
Fujam rindo.
A interface alada deles cancela a noite.
Resta o abismo.
E o absurdo de sorrir.
O Abismo de Sorrir
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de setembro de 2026 10:53
- Comentário do autor sobre o poema: O Abismo de Sorrir, escrevi em 2026. Nós "Vivemos, e, em seguida, morremos. E entre estes dois acontecimentos, como não se sentir perdido em um deserto?" –Camus
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, Rogério

Offline)
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