Arauto das mentiras

Poesia Abandonada

Nasce das sombras o bardo sem nome, Com voz de veludo e olhar de cristal, Tecendo palavras que a alma consome, Onde o falso reluz como ouro real.

Sua boca é uma forja de doces enganos, Pinta o abismo com tons de jardim, Sussurra promessas que duram por anos, Conduzindo multidões a um triste fim.

Disfarça o veneno em taças de mel, Muda o traçado de toda a verdade, Borda estrelas de pano num falso céu E vende ilusões à credulidade.

Passa o arauto de capa escura, Deixando o rastro da ruína no ar; Enquanto o mundo aceita a loucura, Ele sorri ao ver a farsa prosperar.

  • Autor: Poesia Abandonada (Offline Offline)
  • Publicado: 19 de setembro de 2026 16:16
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 7
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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