Todos temos o mesmo desejo.
O mundo corre.
Pode arder.
Nosso destino é um planeta errante:
um delírio que o vazio ama
sem saber por quê.
Só o orgulho nos cala.
O sangue perfuma.
A fera desperta.
Somos inimigos que se desejam.
Deixa o telefone.
Deita no sofá.
O mundo gira devagar,
e nós,
ainda estamos juntos.
[de Ayalah Verônica]
Mantra Místico do Mundo
Anjos e serafins surgiram,
Gnomos e duendes correm;
Querubins e nefilins partiram,
Elfos e bruxas não morrem.
Unicórnios e fadas brilharam,
Titãs e ogros à noite surgem;
Ninfas e sereias dançaram,
Gárgulas e trolls consomem.
Deuses e demônios lutarão,
Almas e espectros vagaram;
Dragões e dríades cruzarão,
Fênix e harpias assombram.
Quimeras e centauros tremerão,
Espectros e fantasmas no além;
Esfinge e cérberos atacarão,
Submundo e lendas em desdém.
Valquírias e Anunnakis voltarão,
Ciclopes e hidras despertam;
Goblins e súcubos tentarão,
Licantropos e xamãs alertam.
Pégasos e grifos o céu voaram,
Golems e quimeras vigiam;
Ghouls e banshees ecoaram,
Sereias e botos no mar guiam.
Leviatãs e krakens o oceano agitam,
Duendes e leprechauns escondem;
Anjos e seres caídos lá habitam,
Vampiros e lobisomens respondem.
Basiliscos e manticoras no deserto,
Destinos e eras se entreverão;
Ocultismo e magia de peito aberto,
Universo e mentes se expandirão.
Passado, presente e futuro se mesclam,
Portais do tempo se fecharão;
E as lendas na terra comandam...
O amor e o ódio persistem.
Enfim, todos no mundo estão!
- Julian Lael
O tempo me castiga
Permaneço preso a uma corrida
E ninguém há de me consolar
Apesar de tudo, crio a minha própria utopia.
Fingindo ser meu guia
Em busca de me acalentar
E do mundo temos uma máquina brilhante
Produção incessante
Crenças a seguir
E gurus acompanhar.
Todos sabem o que fazer
Ditam as regras do bom viver
Então a burocracia estatal te consome,
Te prende
A Armadilha foi feita para você cair
Riquezas, status, a necessidade de ser venerado.
Te digo: tudo é a ilusão
Escolha a sua e siga em frente.
~ BXXX ~
Corrompido pelo tédio
Em busca de, nem sei o quê
Talvez um remédio
O olhar de quem não me vê
A brisa anuncia chuva
E a vida passa a correr
A raposa e a uva
O jogo de quem não deixa morrer
Corro em direção à lua
Mesmo cego,sei que estou certo
Magnética luz tua
Ilumina o meu trajeto
E nesse sussurrar
Que é andar por aqui
Sem querer, deixo-me levar
E vou esperando por ti
[ Alex Castela]
Embarco nessa odisseia,
sem freios ou travões,
à procura de novos horizontes,
sem me apegar às minhas desilusões.
Entre ventos fortes,
dissabores e desamores,
sigo o rumo que a vida traça,
sem saber onde vou chegar.
Naquela volta que a Terra dá,
entre partidas e recomeços,
deixo para trás o que me pesa
e carrego apenas o que mereço.
E se o vento mudar de direção,
eu mudo também o meu caminho.
Porque não nasci para ficar parado
à espera que o destino venha sozinho.
Embarco nessa odisseia,
com medo, mas sem recuar.
Se o futuro me chama de longe,
eu vou ao seu encontro,
sem saber onde vou parar.
[PoetadeMarte]
O futuro bate à porta, chamando devagar,
trazendo sonhos que o tempo não pode apagar.
Cada passo novo, um brilho no olhar,
o amanhã é nosso, pronto pra começar.
Não importa o que passou, nem a dor que ficou,
a luz se abre inteira, o dia já raiou.
Caminho sem medo, com fé no coração,
a vida me espera em nova direção.
O futuro nos chama, com voz suave e forte,
não deixa pra depois, não adia a sorte.
Cada instante é página nova a escrever,
com poesia na alma, vontade de viver.
E quando o amanhã chegar com sua luz,
serei lá, de pé, sem medo, sem cruz.
Porque o que me guia é mais forte que o tempo —
é o amor que carrego, meu próprio firmamento.
O futuro é agora, é aqui, é meu, é teu,
juntos ou sozinho, o caminho se deu.
Não espero sinal, nem vou duvidar —
com a caneta na mão, vou recomeçar!
— Milton da Poesia ???
- Autores: Ayalah Berg (Pseudónimo, Julian Lael, BXXX , Alex Castela, PoetadeMarte, milton da costa
- Visível: Todos os versos
- Finalizado: 19 de setembro de 2026 14:08
- Limite: 6 estrofes
- Convidados: Amigos (usuários da sua lista de amigos podem participar)
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Morlock, Ayalah Verônica Berg

Comentários2
Chupei bala, Verônica. Ótimo tema, segue minha estrofe:
Os delírios são leves,
como brisas que chegam ao luar.
Entre desejos, um brilho se eleva,
o amanhã espera, nos convida a amar.
No silêncio da alma, toca a esperança,
um fio sutil que nos une e faz sonhar.
Mesmo em meio ao caos, a vida avança,
e na fragilidade, encontramos o lar.
por Morlock
Hihihi, gostei do chupei bala. Adorei tua estrofe, Rodrigo...
Eu, cansada do ruído do mundo, e tu, sempre romântico e contemplativo. Somos bem opostos—
seríamos um lindo casal... hehehe.
O amor que constrói o mais belo sorriso
É o mesmo que puxa o tapete do chão.
Num dia nos leva ao próprio paraíso,
No outro, nos entrega à dor da solidão.
As lágrimas descem, lavando o passado,
Enquanto a memória insiste em ficar.
O peito se rasga por ter terminado,
Mas guarda o desejo de ainda tentar.
E agora o futuro se veste de bruma,
Não sei se te esqueço ou se vou te buscar.
Na encruzilhada que o tempo consome,
O fim dessa história... quem vai revelar?
Me perdoe por não conseguir visualizar a tempo.
Mas deixo aqui um pouco de mim.
Mara, gostei muito da tua estrofe... ela tem uma sensibilidade muito clássica e profundamente humana. Enquanto a minha é sobre o "agora" e a do Rodrigo (Morlock) é sobre a "esperança que flui",— consegues criar o retrato da ambivalência do amor. Eu é que peço desculpas por determinar tão poucas estrofes... obrigada por compartilhar um pouco de ti.
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