Brega...

Apegaua



Com sua meia três por quatro e o shortinho enterrado.

Faz me sentir um profano.

Um próprio animal sem dono.

Arrebatando minha voz e me tirando do serio.

Alvoraçando me.

E na sua essência de mulher.

Quero e preciso configurar em minha pele todo esse carinho.

Por já deixar me perturbado..

Embriagado e sem jeito com seus direitos de bocas e cabelos.

Brincando e zombando da minha intimidade.

Por bem e querer saber que para mim não existe o amanhã.

Perante essa mesma Lua a nos fitar.

E claro e evidente que irei te ver outra vez,

Outra vez mas não agora.

Quem sabe talvez.

Onde tudo ira depender.

De como e aonde ira estar o nosso paladar.

Apegaua

 

  • Autor: Apegaua (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 19 de setembro de 2026 07:28
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 16
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Queiroz Francisco
Comentários +

Comentários1

  • Sergio Neves

    SERGIO NEVES - ...meu caro amigo...,...vou começar pelo (teu) começo...,...eu também sou chegado a umas meias três quartos em combinação com um shortinho enterrado -aprecio muito...,...brega? ...bendita breguice! // ...esse teu todo encantamento, esse teu todo alvoroço, por alguma certa ou imaginada "sirigaita", acabou por resultar em um escrito interessante de se ler...,...um sonhado anseio teu posto de acordo com a tua verve poética-sarcástica (muito boa combinação) // ...gostei do fado... // ...agora, me tire uma dúvida...,...no meio do "clip" (muito bonito, por sinal) passa, como não quer nada, um gato...,...é ele o tal do "Esfomeado"? ... a "andarilhar" por terras lusitanas? ...vai ver ele cansou das sardinhas fritas e se pirulitou em busca de uma boa bacalhoada (sem se esquecer do vinho, é claro)... ...será que é ele? /// Abçs.

    • Apegaua

      Sergio Neves.
      Gostei da Sirigaita, de a muito que não escuto essa pronuncia.
      Não e o esfomeado, por que esse gato que passa no fado e todo preto.
      O esfomeado e um felino metido a besta amarronzado e igual ao gato do poeta Francisco.
      Adoro escutar o fado, por que nos parece que a letra, quase sempre não combinado, vai por um lado e a musica por outro.
      Sergio o esfomeado, nunca foi na praia mas se você passar com um prato de sardinhas fritas, na hora ele fica sendo seu amigo.
      Tenha um ótimo final de semana.
      Abraços dos daqui, para os dai.
      Apegaua



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