Quisera eu ser como pássaro:
não há fronteira que o tolha,
em voo livre, feito sonho de Ícaro,
espera que a imensidão azul o acolha.
Ao longe, o horizonte se apresenta,
acima, o brilhante terraço do céu.
Em algodoadas nuvens se movimenta,
enquanto desfila pujante qual corcel.
Abaixo do vento, posta-se distante
a imóvel e esverdeada natureza.
Ínfimo na vastidão, o breve instante
oculta do olhar sua beleza.
Além do teto do mundo, o olhar captura
o silencioso infinito estrelado.
Seus olhos desnudam com ternura,
misterioso e brilhante, um corpo alado.
Quisera eu ser como pássaro:
ao voltar de voo raro,
partilhar a última revoada,
findar o dia e a jornada
em alarido crepuscular.
Depois...
adormecer em paz e rememorar.
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Autor:
Gilberto C. S. Jr. (
Offline) - Publicado: 18 de setembro de 2026 23:57
- Categoria: Não classificado
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