Divagar, ou quase

Ayalah Verônica Berg

 

Praia vazia ao nascer do sol.
Só o mar batia, forte.
 
A ninfa maligna dormia
com um sorriso quase feliz.
O vento frio do sul
cortava devagar.
 
Nas águas escuras,
sereias mentiam na fronha.
Tão perto da verdade
que dava vontade de acordar.
 
Um corpo passava boiando,
abanando
um desejo pálido e tranquilo
de afundar lentamente.
 
As gaivotas sobrevoavam
o paraíso,
como se o azul fosse inocente. 
 
 
Divagar, ou quase 
de Ayalah Verônica Berg  

 

  • Autor: Ayalah Berg (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 18 de setembro de 2026 09:29
  • Comentário do autor sobre o poema: "Cada dia é uma pequena vida: cada acordar e levantar um pequeno nascimento, cada nova manhã uma pequena juventude, cada descanso e sono uma pequena morte". –Arthur Schopenhauer
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 11
  • Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, Michel F.M., Versos Discretos


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