Ayalah VerĂ´nica Berg

Divagar, ou quase

 

Praia vazia ao nascer do sol.
Só o mar batia, forte.
 
A ninfa maligna dormia
com um sorriso quase feliz.
O vento frio do sul
cortava devagar.
 
Nas águas escuras,
sereias mentiam na fronha.
Tão perto da verdade
que dava vontade de acordar.
 
Um corpo passava boiando,
abanando
um desejo pálido e tranquilo
de afundar lentamente.
 
As gaivotas sobrevoavam
o paraíso,
como se o azul fosse inocente. 
 
 
Divagar, ou quase 
de Ayalah Verônica Berg