Estava finalmente estraçalhado
Em mil pedaços meu coração,
Cada fragmento projetado
Numa trajetória diferente.
Mas o brilho cegante, não causou
Tanto pânico, quanto
O estrondo ensurdecedor.
Apesar do clarão,
Do susto imediato,
Tudo passou tão rápido:
O que ficou foi o apagão.
(Francisco Queiroz)
E, no silêncio que se seguiu,
Já não havia dor nem direção;
Só um vazio que se expandiu
Ocupando o lugar da explosão.
Talvez morrer não fosse o fim,
Mas simplesmente deixar de existir
Antes mesmo de perceber.
Um coração mesmo estraçalhado
Ainda continua tendo amor
Mesmo que o relâpago da ilusão ilumine
A desilusão e a dor
Onde cada pedaço cair
Nascerá uma linda flôr.
Que talvez já não exista mais tempo
para questionar o destino,
que talvez fosse um erro,
mas o acaso tem a mania de ser ciumento.
Tentar entender seria perda de tempo,
tortura nos meus últimos momentos,
enquanto a minha vida inteira passa pelos meus olhos,
arrependimento pelo que ainda não dissemos.
[PoetadeMarte]
E se a dor insistir em ficar,
mesmo quando a noite se desfaz,
deixa o meu silêncio te abraçar,
até que o teu coração encontre paz.
Foi naquele momento de fervor
que um relâmpago surgiu
pra dar um basta a esse Amor
que de meras palavras não sobreviveu
Tudo estava indo contra as Leis da natureza
e depois dessa tempestade
o sol voltou a brilhar
Relâmpagos estraçalham a noite
Cada ser sente sua peculiar dor,
Estilhaços que transpassam a alma
Há morte quando nos falta amor
As tempestades conduzem a indiferença
Cada qual deve transceder a si mesmo,
Encontrar no viver as virtudes sublimes
Pelas quais moverá seu próprio tempo
Momentos serão por certo superados
Onde o vento não será mais um temor,
Há bonança quando encontrares teu espaço
Céu claro esperança a teu favor.
No lampejo instantâneo
De uma estrela cadente,
Pousaste em minha vida.
Furtaste alguns beijos,
Semeaste miragens
E quando dei por mim,
Já havias partido —
Deixando o peito aceso
E o silêncio frio da noite.
(Leide Freitas)
Foi assim, num estalo
Ou piscar.
Você surgiu,
O universo surgiu,
E um passarinho recém-criado cantou.
Foi assim, desse jeitinho,
tentei explicar
Para o moço, mas ele ainda era barro.
Foi tudo tão lindo;
Fiquei só olhando
Enquanto o que seria você
Secava sob o sol menino.
By: Shimuel
E os Deuses não estavam dormindo.
E você nem ai para essa minha decepção.
Coração em frangalhos.
Avivando a alma que do corpo queria correr.
E veio.
Traves de um brilho cintilante.
Que o pânico se infiltrou
Como nada mais nos restava.
Por que correr.
E foi por todos escutados.
Primeiro a luz depois o estrondo.
Parecendo que os deuses não concordavam.
Com a nossa Abrupta separação...
Apegaua
Enternecido fui, entreguei meu coração
N'uma espera ansiosa acreditei ser você
Estive em céu azul como pássaro a voar querendo-te
Mas os ventos contrários impediram-me traze-la até à mim
Então um relâmpago clareou a noite escura e não a vi mais
Claudio Reis
Relâmpagos.
Estrondos.
E separações.
Se vinde a mim.
Todos os queixumes afago e desagravos.
E nos meus braços se jogarem.
Coitado de mim.
Por nem saber o que faço.
E por onde ir.
Pajeando tamanho rebanho que sei.
Que ao primeiro estrondo.
Cada um ira para o seu lado.
Uns amargando a solidão.
Outros se debatendo por não aceitar
Tudo aquilo que nem entendem.
E eu me desfaço.
Se no meu abraço.
Triste foi a conclusão.
Apegaua
Por tudo que passei
O Clarão me acendeu
Como um Corisco sei
Aquilo que enalteceu
Lampejo de ideias
Em mim brotaram
Faíscas e azaleias
A mim iluminaram
A Centelha da vida
Um Raio que partiu
Deixou uma ferida
Mas no fim reviveu
Choque da alma
- Jorge E. Leal
- Autores: Michel F.M. (Pseudónimo, F. Queiroz, Brendon Leão, O Sonhador Mor , PoetadeMarte, MAISA NALAPE , Rosangela Rodrigues de Oliveira, Carlos Carrero, LEIDE FREITAS, Shmuel, Apegaua, Claudio Reis, Julian Lael
- Visível: Todos os versos
- Publicado: 18 de setembro de 2026 06:20
- Limite: 15 estrofes
- Convidados: Amigos (usuários da sua lista de amigos podem participar)
- Categoria: Amor
- Visualizações: 26
- Em coleções: Zumbido Coletivo.
