Inverno. Frio e cinza. Abro as cortinas e vejo as folhas deixadas do outono sobre o jardim, agora silenciado, e, da varanda, miro as águas, absorto.
Inverno... Dançando, as folhas secas giram e balançam. Morte, vida, frio...
Por que, jovem erudito, no clarão das estrelas,
visitas estes campos secos e sem vida,
se logo, ao sentir o toque do vento, te agasalhas e preparas tua deixa,
se logo, ao primeiro raio de sol, te escondes e vais embora?
A água cantou. Em sua melodia, flocos brancos se abrigaram em teus flancos.
Espumas que cortavam as bordas se tornaram risos e se espalharam pelo caminho.
Mas caiu a noite, e tu fugiste com o sol.
E olho o céu vazio, e vejo o horizonte solitário,
contemplando o lugar onde tu sumiste,
como uma boneca de pedra que eu mesmo criei,
banhada pelo clarão nascente da manhã.
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Autor:
Epaminondas (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de setembro de 2026 05:04
- Comentário do autor sobre o poema: Vi um poema de Otávio Bilac e me inspirei.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Ayalah Verônica Berg

Offline)
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