A Marcha do Lesburro
Arrasta-se lento pelo chão de giz,
Deixando um rastro que ninguém quis.
Demora uma era para um passo dar,
E outra eternidade para raciocinar.
A força da lesma está no andar devagar,
Que assiste o mundo inteirinho passar.
Mas se você tenta o rumo corrigir,
A casca endurece, ele se recusa a ouvir.
Empaca no lodo, não sai do lugar,
Nenhum argumento o faz avançar.
O lado do burro desperta o pavor:
Ignorância crônica com pose de doutor.
Vagaroso na mente, teimoso no agir,
Ninguém sabe como ele quer competir.
Se o tempo avança, ele fica para trás,
Orgulhoso do pouco ou nada que faz.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 17 de setembro de 2026 18:12
- Categoria: Humor
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Gino, Sinvaldo de Souza

Offline)
Comentários1
Nenhum argumento o faz avançar.
O lado do burro desperta o pavor:
Ignorância crônica com pose de doutor.
Pois é, poeta, a coisa tá feia mesmo!
Abraços,
Valeu, poeta! A coisa está catastrófica! Cabeça dura, não gosta de ouvir conselhos, só quer dar, mas não têm argumentos, tem pose de doutor, até usa jaleco, mas a ignorância é descoberta ao abrir a boca, a lentidão nas decisões e se apertar ele resolve na porrada!
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