Eu vi a minha própria mente ir lutar contra si mesma
Certezas desabarem, tirando livros da mesa
Minha vida é condicionada de segunda a sexta
Nem minha sina sai ilesa, refém da própria fresta
Assassina como jovens bestas de direita
Que não entendem o peso que tem uma caneta
Vi esse peso por mim ser confundido com uma magia
Enquanto você dormia, fiz dela A Última Ceia
Transformei sangue em vinho, acho álcool baboseira
Cruel como Saramago, eu faço a minha cegueira
Aprendi antes de livro que cada um tem seus prazeres
Um lembrete: A própria dor é uma droga viciante
Odeio meus amores, lógica contraditória
Vi filhos de ditadores distorcer em a história
Dá um close nos livros: “Preto escravo ou escória?”
É que eu sei porque o passarinho canta na gaiola
Clássico como Lispector é fazer desde o feto
O que escrevo grava direto na minha memória
E cada verso que caneto reforça o meu lema:
“Sempre se proteja de possíveis cavalos de Tróia”
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Autor:
Areia MC 084 (
Offline) - Publicado: 16 de setembro de 2026 23:00
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
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