Não quero morrer.
Não...
Quero continuar triste,
e viver eternamente.
Mesmo como estou agora,
com este céu azul desnudo.
Esta abóboda–esta bolha
com seu silêncio.
Sua brisa mal me toca
sua temperatura me abrasa.
Sentir o enfado da vida,
mesmo sofrendo,
com o desmanchar dos ossos.
Não me importa a depressão,
com o claro do dia e a sua sombra:
na mesmice.
Importa-me viver– sempre.
E continuar neste planeta,
tão só, na imensidão cósmica.
Aceito ser eu mesmo.
Que os deuses, se os há,
não me permitam
ultrapassar o horizonte
do buraco negro da morte.
Viver – sempre – e esquecer a sepultura,
–a lenta deterioração.
Quero esta bolha azul
sempre a me envolver
e nela
o voo célere dos passarinhos,
o planar sereno dos urubus.
E ouvir
o perpétuo hino da vida,
na imensa escuridão do meu ser.
Tangará da Serra, 14/09/2026.
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Autor:
Maximiliano Skol (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de setembro de 2026 10:46
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 36
- Usuários favoritos deste poema: Queiroz Francisco, Ayalah Verônica Berg, Michel F.M., Morlock

Offline)
Comentários5
Caríssimo, é um dos mais belos poemas que já tive a feliz oportunidade de ler por aqui! Uma verdadeira ode ao viver, que conserve sempre o espírito jovem, assim o tempo não lhe poderá tirar nada.
Aplausos, um abraço fraterno...
AMÉM, meu prezado amigo Francisco.
Gratidão pelo sua calorosa visita.
Acertado fraternal abraço.
Uau, adorei o poema... ele recusa a transcendência e abraça o absurdo com uma teimosia quase sagrada.
Há uma lucidez cruel aqui: preferir o sofrimento eterno à paz do nada.
É Camus vestido de Baudelaire, rezando para um céu vazio... e sendo ouvido por ele.
Gratidão, querida Ayalah Verônica, pelo seu erudito comentário.
Afetuoso abraço, minha amiga, lá do sul.
É uma honra para mim receber a sua resposta... enfim, encontrei um poeta à altura dos mestres. Sua poesia foi a melhor que li aqui e já está me influenciando. Obrigada por compartilhar.
Ave, Grande poeta! O bardo, aqui, volta e te saúda! 1 ab
Olá, meu prezado e inesquecível Nelson Medeiros. Saudades, ilustre bardo.
Apertado abraço.
Gratidão, prezado Michel F.M., por favoritar o poema. É um imenso prazer tê-lo como amigo.
Grande abraço.
Meu caro amigo poeta Maximiliano, a vida é um eterno poema de amor!
E nós, que recebemos de Deus o dom de versejar, somos privilegiados,!
Eu vim aqui lhe deixar o meu sincero e carinhoso abraço e estou voltando com a alma inebriada de poesia!
Vivamos o hoje! O amanhã será um novo dia, um novo verso a compor esse belo poema, cujo nome é vida!
Grande abraço.
Você, amiga Maria, me faz feliz com a sua tão carinhosa visita, como sempre acontece ao oferecer-me seus comentários.
Gratidão, minha querida.
Afetuoso abraço.
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