O meu tempo passou.
Ia todo garboso como que se nem escutasse.
E como para mim nem olhou.
Largado como num desafio fiquei.
Implorando por coisas que já nem me pertenciam mais.
Carcomido e sem saber o que esperar encontrei me.
E agora faço o que.
Viver por viver.
Se até minha alma belisca me a pele por acreditar que o corpo e falso.
O entorno mudou não e mais o mesmo.
O Céu que era azul se acinzelou.
O bom Dia.
Boa Tarde.
Boa Noite Senhor.
Virou.
Abraços dos daqui para os dai.
Acho até que seria melhor o meu chão se abrir.
E de dentro uma voz murmurar.
A culpa.
Nem foi do seu tempo passar.
E sim da sua teimosia em ficar.
Coisas que raramente acontece.
Homenagem ao gato Fantasma.
Apegaua
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Autor:
Apegaua (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de setembro de 2026 07:11
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua, Michel F.M., Francisco Queiroz

Offline)
Comentários1
O Fantasma ficou muito feliz com os teus versos, caro poeta... Já te contei que ele gosta de livros? Sempre que vou ler, tenho de pegar dois livros, um para ler e outro para ele deitar em cima, folgado. E é só eu começar a ler em voz alta que ele dorme, mas a sua homenagem ele ouviu sem cochilar, ficou porreta, e ainda há muito tempo, dizem que ele é infinito...
Abraços dos daqui para os daí.
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