Abraços dos daqui, para os dai.

Apegaua



O meu tempo passou.

Ia todo garboso como que se nem escutasse.

E como para mim nem olhou.

Largado como num desafio fiquei.

Implorando por coisas que já nem me pertenciam mais.

Carcomido e sem saber o que esperar encontrei me.

E agora faço o que.

Viver por viver.

Se até minha alma belisca me a pele por acreditar que o corpo e falso.

O entorno mudou não e mais o mesmo.

O Céu que era azul se acinzelou.

O bom Dia.

Boa Tarde.

Boa Noite Senhor.

Virou.

Abraços dos daqui para os dai.

Acho até que seria melhor o meu chão se abrir.

E de dentro uma voz murmurar.

A culpa.

Nem foi do seu tempo passar.

E sim da sua teimosia em ficar.

Coisas que raramente acontece.

Homenagem ao gato Fantasma.

Apegaua

 

Comentários +

Comentários1

  • Francisco Queiroz

    O Fantasma ficou muito feliz com os teus versos, caro poeta... Já te contei que ele gosta de livros? Sempre que vou ler, tenho de pegar dois livros, um para ler e outro para ele deitar em cima, folgado. E é só eu começar a ler em voz alta que ele dorme, mas a sua homenagem ele ouviu sem cochilar, ficou porreta, e ainda há muito tempo, dizem que ele é infinito...

    Abraços dos daqui para os daí.



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.