Somente quem
caminhou no inferno,
sabe apreciar o paraíso.
E caminhamos
descalços,
aterrorizados.
Em nosso
próprio mundo
somos estrangeiros,
tudo
que pensamos
possuir,
inevitavelmente
nos escapa
pelos dedos,
a única coisa
que possuímos
é o sopro pulsante
da vida,
por alguns
instantes
efêmeros,
flamejantes,
passageiros.
Num mundo
repleto de pessoas
importantes,
é um sentimento
reconfortante
não ser ninguém.
Somente quem
atravessou o inferno,
sabe o preço do paraíso.
29/05/22
[Michel F.M. - Revolesia]
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Autor:
Michel F.M. (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de setembro de 2026 05:26
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 11
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Francisco Queiroz, V. Pacheco, Samara Ferreira, Apegaua
- Em coleções: Revolesia (Volume Único).

Offline)
Comentários2
Muito bom!
Menos treva e mais luz.
Abra?os!
Bom dia, parceiro poeta. Destaco do teu belissimo poema a estrofe: "Num mundo
repleto de pessoas
importantes,
é um sentimento
reconfortante
não ser ninguém."
A dor da perda, que nos "escapa pelos dedos vira para a aceitação e o descanso. 1 ab
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