O Funil

Ebelac C.

Largos os pensamentos; compridas são, as dores da decepção; cheio do amargo doce que desce desabando depois da queda

Um cio; uma noite, um vício, uma idéia, vídeo de despedidas e o balançar de mãos, o começo da manipulação.

E partiu, pediu divórcio, rápida como órfã, casando-se com a gravidade, esqueceu da inércia.

Ao olhar para baixo contemplou o plasto sem cor e lembrou-se do amor, mas era tarde.

Grande era a ruína, inevitável sina de subversão, jogar fora o que um dia foi canção.

A grande escuridão crescia ao seu redor, nada pararia o horizonte de seu evento;

Já fora perdido o tempo e os gritos já não podiam ser ouvidos, acreditados;

E o conhecer se tornou um grande vácuo, um ardil; maldito embaraço;

Assim se tornou funil, derramando o amor que hoje soa frio

Silencioso; morto; existente no mais profundo e triste;

Vazio.

  • Autor: Ebelac (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 14 de setembro de 2026 16:52
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 2


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