Ainda há tempo?
Ema Machado
Há uma voz a questionar
O que sou, o que até agora aprendi
Fecho-me no casulo
Sem querer saber no que irei me tornar
A terra despertou, clama por reparação
Nada é o que sempre foi
A vida exige mudança, estamos sem opção
Ou reparamos nossos erros, ou nos condenamos a extinção
Será que ainda há tempo?
De despertar e reaprender a amar
O momento é escuro, não importa o tempo
No escuro não há o que enxergar
Como ver o futuro se não despertar
O mal anda a espreita, ri de nossa fraqueza
Sente-se forte ante nossa falta de ação
A mãe terra se mostra, treme, cospe e grita
Sentimentos na pele, mas ainda não a ouvimos com o coração…
Será que ainda há tempo?
De despertar e reaprender a amar
O momento é escuro, não importa o tempo
No escuro não há o que enxergar…
Como ver o futuro se não despertar
O casulo aperta… Será que haverá tempo de abrir as asas?
Tenho vontade de ir lá fora, respirar novo ar
Será que encontrarei outros, que como eu
Anseiam ser livres para amar
A vida impulsiona, ainda anseio asas para voar…
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Autor:
Ema Machado (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de setembro de 2026 10:49
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
Comentários1
Voce é demais, Ema!
O poema alerta para a finitude e o risco real de extinção caso a apatia permaneça.
Abraços
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