Bordel e virgindade, antagónicos,
Noites que se estendem em ecos de silêncio.
Os nãos que recebi abriram caminho
Para os poucos sins que me consumiram.
Cortês, hesitante,
Oligofrénico, tropeçando em mim mesmo,
Pé a pé atravesso a linha tênue
Que separa desejo e perdição.
Balbuciei passos que ninguém ouviu,
O espelho devolvia reflexos que não eram meus.
Desejos misturados com culpa
Arrastam-me por corredores sem portas.
A pele lembra o que a memória tenta esquecer,
A voz vacila entre vergonha e fascínio.
O chão queima sob pés incertos,
Até que a queda se faz inevitável,
E o silêncio, pesado, reclama o que me pertence.
Imagno Velar
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Autor:
Imagno Velar (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de setembro de 2026 02:29
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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