O OFÍCIO DO BRILHO E DA QUENTURA 

FELÍCITY_POETA


Aviso de ausência de FELÍCITY_POETA
YES

Em prosa rasa eu digo e sigo a ânsia,

De achar no tempo o amor que ainda é âmbar;

Mas na poesia a carne tem ganância

De ver no mundo a luz que faz dançar.

A mente busca a ordem na argila,

O pensamento erguendo a catedral;

A rima entra e o verso se perfila,

Tocando o fundo do enigma vital.

Não é só carne, é pulso e arquitetura,

É a razão que aceita o seu limite;

O corpo acende a antiga formosura,

No fogo que o cosmos precipite.

Eu quero crer na quentura que habita

Nos braços nus, na pele que respira;

A filosofia em brasa que palpita

E faz da vida o som de uma lira.

Pois há no Sol a física e a harpa,

O astro ardor que aquece e que ilumina;

E a estrela fria, na distância farpa,

Guia o destino e a rota que fascina.

Conhecerei o amor, não tenho dúvida,

Ele há de vir na hora em que for fado;

A alma que busca nunca sai relicuda,

Traz o calor do tempo resgatado!

  • Autor: FELICITY_POETA (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 13 de setembro de 2026 11:14
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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