A verdade não repousa.
Move-se.
No pântano que respira.
Verônica veste preto.
Ela não está lá.
Isso é o melhor dela.
As bruxas dançam.
O ar pesa.
Ela gosta.
Espíritos fracos
com deuses distraídos.
Instável como vapor
quando alguém olha.
A noite abre janelas.
Marés.
Refluxos.
Sons que ninguém fez.
Ela sabe.
Ninguém sabe.
Suas mentiras são finas.
Não se encaixam.
É de propósito.
As bordas irregulares
cortam quem tenta juntar.
Tesouras invisíveis.
Ela segura.
Ninguém vê a mão.
Provocar é um gesto.
Ela provoca.
As bruxas flutuam.
Ela voa.
Ela vai.
Levando a chave.
Como sempre.
Quem some não morre.
Quem morre é a outra.
E ele, coitado,
acredita em amor orgânico.
Gavetas de Ayalah
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 11 de setembro de 2026 12:59
- Comentário do autor sobre o poema: "Ó sábios em pé no fogo sagrado de Deus / Como no mosaico dourado de uma parede, / Vinde do fogo sagrado, rodai num giro, / E sede os mestres cantores da minha alma. / Consumi meu coração; doente de desejo / E preso a um animal moribundo / Que não sabe o que é; e recolhei-me / Na artimanha da eternidade." –W.B.Yeats
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 10
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock

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