Você já não sabe amar.
Bebe para não sentir.
Ninguém te julga.
Ninguém te segura.
Anda como espírito.
Mas a dor tem corpo.
Tem dentes.
Busca abraços.
Ofereço os meus.
Com espinhos por dentro.
Encosto devagar.
Para que não percebas.
Sangras.
E eu me lembro das minhas feridas.
Não por pena.
Por reconhecimento.
Quando eu encontrar um jeito.
Eu te salvarei.
Não interessa se queres.
Vem comigo.
Céu no inferno.
Para sempre.
Ou até a eternidade bocejar.
À Teia
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de setembro de 2026 11:35
- Comentário do autor sobre o poema: Estou cansada — estou com gripe. Para uma bruxa, a honra é apenas um fardo desnecessário... À Teia, de 2024, mais um da série demônio/anjo/vampiro.... a consciência humana é como um iceberg, apenas uma pequena parte é visível acima da água. Segue uma poesia que adoro do grande poeta: "Quando eu for, um dia desses, / Poeira ou folha levada / No vento da madrugada, / Serei um pouco do nada / Invisível, delicioso / / Que faz com que o teu ar / Pareça mais um olhar, / Suave mistério amoroso, / Cidade de meu andar / (Deste já tão longo andar!) / E talvez de meu repouso..." –Mário Quintana
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 14
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Offline)
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