Vem, noite! Trazes para mim o vinho de meus sonhos.
O lobo que rasga o véu dos mundos cavalga em seu cavalo amarelo;
Seu beijo sombrio petrifica a casca humana,
E o olhar frio rouba-me o calor da vida.
Maldito! Abraça-me: atirei-me do abismo e só tu podes levar-me.
Viajei perdida, deslumbrei-me na dor,
Apaixonei-me pelas sombras que me assombravam.
Dormi com serpentes; jantei o moribundo
E cacei como as hienas.
Meu amado é amante, infiel demais:
Não me ama, e não te ama.
Atraída pela escuridão que carrego, torno-me a oferenda do cavaleiro,
Que me embriaga em seus encantos, conduzindo-me ao despenhadeiro.
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Autor:
Stefany De\'Morais (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 9 de setembro de 2026 20:18
- Comentário do autor sobre o poema: A rendição consciente e apaixonada à morte como refúgio absoluto diante o peso da própria escuridão que persegue o eu lirico. OBS: Apenas uma poesia que se encaixa na classe literária; ultrarromantismo, Decadentismo e Simbolismo.
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
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