Asas quebrantadas, penas espalhadas para uma escrita qualquer

Gabrielmaria

Asas quebrantadas, penas espalhadas para uma escrita qualquer

 

Passarinho disposto e pronto 

Com suas asas abertas em direção a um voo 

Voo enigmático, cansativo e longínquo

Com seus pequenos olhos mirados em um espesso e fino galho.

 

Assim voei;

Voei sem mira, sem acaso, sem destino...

 

Assim mirei;

Sem lugar, sem direção, sem destino...

 

Lugares pertencentes, ora se tornam apenas uma visita, íntima ou amigável, ora inimiga, triste e vulnerável 

Uma escrita com pouca tinta, pouco lugar a se escrever 

Linhas tortas e cansativas

Apagadas e manchadas por tintas passadas.

 

Sobra apenas uma nova inserção, um novo volume de folhas e papéis limpos e brancos 

Albinos e perfeitos a serem dispostos em uma nova e volumosa pasta 

Sobra apenas uma nova lista, um novo bloco de notas a se reescrever

Uma tinta preta, pastosa e novinha a carregar em um bolso limpo, com seu terno comprado a pouco

Pouco tempo antes de uma límpida e formal renovação.

 

Uma mistura de sentimentos, colocados sem dó nem piedade 

Se espalham por uma vasta imensidão de corpos e retalhos de um mero coração

Despido, quebrado por um único e grande amor 

Uma única e mera vontade de retratação, de perdão.

 

Salva-me desta disputa

Salva-me desta incansável luta 

Salva-me desta asa cansada e despida

Salva-me de ti!

 

Uma saída localizada, porém enviada, inacabada

Um querer sem reciprocidade, sem vontade

Um dor latejante e esgotante

Volta-te, Toma-te o que sempre será e o que sempre foi seu por direito.

 

Retorna-te, e leve sua coroa, sua gentil e bela pluma

Sempre disposta a mais uma. Uma lua que não brilha sem a sua loucura, sem a sua gigante e linda cura. 

 

GabrielMARIA

 

  • Autor: Biel (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 9 de setembro de 2026 17:52
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 2


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