A BREVIDADE DAS COISAS ETERNAS

joaquim cesario de mello

 

Quando nada mais existir

nem mesmo a inquieta sofreguidão

e o adocicado azedume da paixão

 

Depois que tudo passar

como tudo há sempre de passar

até a vida que do nosso corpo se afastará

 

Mais tarde quando restar 

apenas fragmentos na memória da eternidade

que parecia nunca jamais terminar

 

É que chegou a hora de continuar

em busca da completude de amar

verbo este que imperfeitamente sei conjugar

 

 

 

  • Autor: joaquim cesario de mello (Online Online)
  • Publicado: 9 de setembro de 2026 16:07
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4


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