joaquim cesario de mello

A BREVIDADE DAS COISAS ETERNAS

 

Quando nada mais existir

nem mesmo a inquieta sofreguidão

e o adocicado azedume da paixão

 

Depois que tudo passar

como tudo há sempre de passar

até a vida que do nosso corpo se afastará

 

Mais tarde quando restar 

apenas fragmentos na memória da eternidade

que parecia nunca jamais terminar

 

É que chegou a hora de continuar

em busca da completude de amar

verbo este que imperfeitamente sei conjugar