Eu estou sem poesia,
o dia é cinza e lamento.
Meus olhos, reclusos em suas funções,
não me propinam inovações,
só a métrica cítrica
que normalmente todos podem ver.
Porém, basta de tanta insensatez:
não suporto a normalidade
de querer ver por vez,
quando tudo é um amontoado de cores,
movimento e sabores.
Não sou capaz de normalidade,
de nascença poeta
e de vida alucinador.
Pois à história por onde vou
não basta o dia e a noite;
tem que ser tarde para os labores.
Necessário pensar em anormalidade,
que os olhos sensatos jamais irão enxergar.
É necessário mesclar a realidade
para, tal qual um café, adoçar.
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Autor:
Tiago Santos (
Offline) - Publicado: 8 de setembro de 2026 23:49
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 32
- Usuários favoritos deste poema: Queiroz Francisco, Michel F.M., Estrela de Nêutrons
- Em coleções: Poesia.

Offline)
Comentários2
Excelente, me reconheci em teus versos, pois capturou muito bem em tua poesia um sentimento que mora no peito de muitos poetas, um estranhamento que se transforma em palavras...
Um abraço,
Obrigado querido amigo
Café adoçado.
Engraçado.
Por ter café plantado, quando estão maduros, são de sabor adocicado.
Ai, depois de seco, torrado e moído, para se tomar e preciso adoçar.
Do dito.
Muito bom. parabéns.
Ficar bem.
Apegaua
Muito bem colocado amigo
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