A cidade repousa
Enfim, a cidade está em paz,
Sem murmurinhos nas ruas,
Sem som,
Sem o homem que grita ao microfone.
Ouço pássaros cantando
De tanto barulho se estressaram.
A cidade está quieta e sonolenta.
Dentro das casas,
réstias de luz invadem as janelas.
Mulheres e homens infelizes
ou quase felizes, repousam.
Uma criança tem pesadelo e se agita,
enquanto alguns gatos ainda se
divertem nos telhados.
Eu vou olhando as fachadas
e desviando dos postes
mal posicionados nas calçadas.
Um cachorro vasculha o lixo.
Essa cidade produz seu próprio lixo.
A cidade agora está calma.
Amanheceu por completo.
Silenciosamente piso em suas ruas,
Passo por seus bêbados
e suas moças de salto.
Sem sobressalto, identifico uma casa:
A minha.
Entro e ela generosamente me abraça.
Shmuel
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Autor:
Shmuel (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 8 de setembro de 2026 07:03
- Comentário do autor sobre o poema: Observando a cidade do meu quarto.
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: LEIDE FREITAS

Offline)
Comentários1
Parabéns! Caro poeta Shmuel por tão lindo poema. Consigo ver nitidamente o cenário e as imagens se desenrolando como se estivesse em um cinema.
Excelente semana!
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