Apenas, Ninguém!

Stefany De'Morais

Quem sou? Não sei. Mas sei que sou ninguém! 

Talvez poeta.

O silêncio me traz sussurros, e as vozes são corais,

De dores sopradas no mundo. 

Me atrevo a dizer que sou telepata! Sinto a tristeza do outro como se fosse outrora minha.

Estou em toda parte! 

Sou a brisa do vento que toca seu rosto — 

Sou a tempestade que braveja no céu — 

Sou o mar que reflete na lua, 

E sou os olhos que te observam de noite. 

Meu nome é solidão! 

Nasci com poesia! E poesia é abstrata. 

Carrego penas nas mãos, e a tinta entre meus dedos faz músicas e refrãos. 

Imagine a intenção! Corroer suas lágrimas e partir seu coração. 

Sou poeta! Não amante. 

Meu nome é solidão! Mas não vivo sozinha, vivo com minha irmã, 

Aquela que não produz som, mas se estende em versos, 

Que faz ninguém simplesmente ser alguém!

 

   Stefany De'Morais

  • Autor: Stefany De\'Morais (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de setembro de 2026 23:28
  • Comentário do autor sobre o poema: Encontrando na escrita e na companhia silenciosa da arte a verdadeira essência para dar sentido e intensidade à existência.
  • Categoria: Surrealista
  • Visualizações: 3


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