Quem sou? Não sei. Mas sei que sou ninguém!
Talvez poeta.
O silêncio me traz sussurros, e as vozes são corais,
De dores sopradas no mundo.
Me atrevo a dizer que sou telepata! Sinto a tristeza do outro como se fosse outrora minha.
Estou em toda parte!
Sou a brisa do vento que toca seu rosto —
Sou a tempestade que braveja no céu —
Sou o mar que reflete na lua,
E sou os olhos que te observam de noite.
Meu nome é solidão!
Nasci com poesia! E poesia é abstrata.
Carrego penas nas mãos, e a tinta entre meus dedos faz músicas e refrãos.
Imagine a intenção! Corroer suas lágrimas e partir seu coração.
Sou poeta! Não amante.
Meu nome é solidão! Mas não vivo sozinha, vivo com minha irmã,
Aquela que não produz som, mas se estende em versos,
Que faz ninguém simplesmente ser alguém!
Stefany De\'Morais